Ia Ser Diferente . . .


Que noite! Que show! Lá no meio de todas aquelas pessoas eu estava girando, gritando e cantando com toda minha voz contra o sistema social injusto, a podridão de uma verdade enganosa e de como os homens se maltratam buscando seus próprios interesses. Eles tiravam a liberdade de amar. E o que eu queria era amar e ser amado! Estava delirando . . . conseguia sentir nossa união: a banda, as drogas, e o povo. . . cada um como um irmão, corações pulsando juntos, tocando um no outro enquanto o ritmo selvagem não cessava . . . será que isso era amor? Realmente parecia! As vibrações, tão puras, tão reais. Era como um sonho . . . adrenalina correndo nas veias, doía no meu corpo com sentimentos maravilhosos demais para descrever . . . e a banda não parava .

Comigo seria diferente. . . Eu ia mudar aquilo que achava errado com a sociedade. Neste mundo em que eu vivia, eu tinha alvos bastante idealistas para mim mesmo. E eu não estava sozinho. Havia muitas pessoas, a maioria eu nem mesmo conhecia, mas falávamos as mesmas palavras. Queríamos mudar tudo, exigir nossos direitos de viver em paz. Era incrível, todos unidos numa mesma canção. Cantávamos tão alto que toda a sociedade podia ouvir e se indignar com nossas idéias. Isto trazia prazer, poder expressar a verdade. E lá estava eu . . .

Cheguei no auge: A Face do Destruidor. Subi, subi, subi . . . a viagem máxima à realidade. . . Oh! Que noite!

Quando acabou, eu tinha tantas idéias dentro de mim. Queria mudar, amar as pessoas, confiar que não haveria traição ou falsidade. Eu era livre para os meus ideais . . .

Mas a realidade é que a música acabou. O show terminou. E com ela, foi-se a utopia, a emoção e as pessoas. Sim, as pessoas; cada uma no seu próprio caminho. E lá estava eu . . . pegando o metrô para casa, casa que não era casa, e o pior de tudo é que estava descendo, descendo, descendo! Até onde eu ia cair? E eu estava tão alto, tão perto do meu céu! Que droga! Tinha que encarar o dia de amanhã de volta a uma rotina de estudo e trabalho cinqüenta reais mais pobre, baqueado; e pior ainda, incapaz de mudar o sistema que me consumia cada vez mais. Caí na real.

A real é que a banda estava mais rica aos custos das minhas fantasias, mas eu estava mais pobre. Eles estavam degustando vinho importado, contando a grana, enquanto eu ia tomar aquele café "chumbrega" da mãe para acabar com a dor de cabeça que já me abatia. A realidade era chocante, quase insuportável. Essa noite meu céu, outrora tão perto, estava infinitamente mais longe.

Porém o tempo passava... e com o passar do tempo, acabava me iludindo, pensando que tudo não estava tão ruim assim, que tudo ia melhorar. Mas meu coração, sabia e sentia a dura realidade da solidão. E eu... eu aguardava ansioso pelo próximo show, pela próxima música, e quem sabe, eu pensava, a próxima música poderia durar para sempre . . .

Uma Música Diferente

Um dia, ouvi uma música diferente. Pessoas cantavam amor e paz, palavras que traziam de volta meus velhos ideais, já quase esquecidos. Fui me aproximando, entendendo as palavras que falavam, sobre fazer diferente, amar sem medo, confiar plenamente nas pessoas. E quando a música acabou, eles não se separavam, mas viviam juntos, cuidando uns dos outros.

Qual era aquele conjunto ou música que liderava aquelas pessoas? Eu precisava conhecer! Foi quando ouvi de um mestre que viveu em humildade aqui na terra por mim. Ele já me conhecia antes mesmo que eu ouvisse seu nome. Ele me amou tanto, que morreu no meu lugar, por meus pecados, para que eu vivesse uma vida de amor e paz, algo real. Ele é capaz de dar a liberdade do meu coração e uma boa consciência.

Agora cantamos e dançamos juntos. Estamos construindo uma nova ordem social, colocando em prática, dia-após-dia aquilo que nosso Mestre Yahshua nos ensinou. Um dia, quando muitas pessoas cantarem esta mesma música de amor e paz, Ele voltará.

Você quer conhecê-lo? Quer ouvir uma música que pode dar a você a paz de uma boa consciência?